sábado, 12 de maio de 2007

Dias de Felicidade na fronteira dos 50

Agora só faltam 23, 24, 25 dias! Tic-tac do relógio, uma onomatopeia do presente!
Pois faço aniversário por 3 dias e tenho que comemorar a cada um desses momentos que estiveram presentes na minha vida há 50 anos.

A vida é infinitamente engraçada!
Pois é, sou eu de novo contando os dias que antecedem meu aniversário de meio século de convivência com esse sistema.
Confesso que não estou confuso, mas preocupados com tantas balas perdidas rasgando o nosso cotidiano.
Quero ser “Canonizado”, tenho esse direito! Faço milagres todos os dias como os outros 175 milhões de brasileiros atordoados neste sistema da Pátria Mãe Gentil. Somos Santos em viver neste país! Para o “Papamovel”, eu quero descer e fazer parte do povo nas ruas embasbacados com um homewm como nós regendo a orquestra de tantas pessoas aflitas por milagres, soluções, esperança e pavor de não verem nada mudar nesse sistema de vida social que levamos nos dias de hoje principalmente nestes dias de total violência urbana. Parem o Papamóvel brindado, pois queremos o Papa no meio de nós e das balas perdidas. Temos também o direito de um Papamóvel.
Hoje acordei com o joelho torcido!
Pois é, nada é perfeito e já poderia colocar a culpa na idade! Mas não foi ela (a idade) que torceu o meu joelho! Por mais que as pessoas tenham que mencionar que nesta idade tudo de ruím acontece conosco.
Xó encosto trancador de emoções felizes!
Foi eu mesmo carregando caixas pesadas na mudança. Caso tivesse sido na primeira caixa ai eu exclamaria, esbravaria, emputeceria aos berros dizendo:

“Não tenho mais idade para isto! Bla, bla, blas... todas as referências seriam sobre a idade” – Somos tão chatinhos conosco mesmos!

Mas para minha alegria e a má sorte do joelho, foi na vigéssima terceira caixa (23) e ao sair debaixo de uma mesa. Percebi que o corpo estava começando a ficar esgotado e eu não soube respeitar os seus limites. – Tento convencer-me que não foi a idade, mas sim esgotamento físico dessa argamassa fofuda acima da média e em cima do meu joelho! – Resultado, uma peregrinação ao hospital, Raio X, pilulas, duas muletas “Sadomaso = SM” embaixo das minhas axilas, e a luta com o plano de saúde para pagar as contas. Peregrinação ao hospital e não à Aparecida do Norte, para idolatrar o Bento.

Sentado em uma cadeira inconfortável na frente de uma secretária bonitinha latina no hospital, sabem o que ela me perguntou em primeiro lugar?

“Qual é a sua idade?” – Respondo orgulhoso da vida. Quase 50, ainda falta 30 dias e terá festa! – Não vi nenhuma manifestação na face da desagradável secretária.
Piorou um pouquinho mais quando perguntou pelos “Pounds=Quilos” – Tive que responder, pois é o joelho que sustenta meus 220 pounds ou 98 kilogramas de excesso no corpo.
Neste momento não sorri não! Fiquei sério com a cara enrrugado igual a um marácuja seco. Mas não teve jeito, a deselegante secretária oxigenada (os cabelos) me perguntou mais uma vez.
Quantos quilos Senhor Almeida? – Tive que responder! – Conclusão! Disse o que eu já sabia, pois estou acima da média e o meu joelho não consegue suportar mais do que 76 quilos. Inrritante essa secretária com os longos cabelos mau tratados! Xó estrupício do além! Você não é médica para me dizer o que eu tenho ou não, deva ou não fazer.

O importante é contínuar a seguir a maré, pois venho navegando por muitos anos neste mares nunca dantes navegáveis por mim mesmo. Camões me atropelou agora... Ichi! Pediu para cita-lo e lá vou Camoesninhando na vida

Nasci nos anos 50, propriamente em 1957. Foi barra para mudar todos os conceitos de várias gerações. Inclusive observando a minha mãe tendo que se acomodar aos maneirismos dessa década e das próximas que viriam. Doméstica, pobre, jovem, possívelmente algumas vezes feliz.

Como nós crianças podemos entender o “mood” de nossos pais em épocas tão remotas de nossas infâncias.

Dou um salto para trás e me pego na modernidade daquela época, coisas que transformaram as nossas vidas, a minha vida.

Observando a história só passaram 50 anos desde que apareceu a televisão. Assistia os meus programas favoritos “Durango Kid, Os Invasores, Zorro, O Homem de Virginia, Speedway, Os Três Patetas, Perdidos nos Espaço” do lado de fora da casa de D. Carminha, disputando um espaço na janela com os outros guris da comunidade. Uma televisào para mais de 50 crianças embriagadas por aquelas imagens da televisão. – Eu era o primeiro a chegar e dali ninguém me tirava. Era truncudo e brigão. “Galinho Garnizé”, como D. Carminha me chamava. Mas ela gostava de mim. Limpava o jardim dela de graça, assim poderia ter o meu lugar cativo na janela da sala dela. Eu era pequeno e tinha que subir em uma pedra para poder ver as imagens. Desde cedo fui malabarista. A TV só chegou na minha casa no final dos anos 60... quase 10 anos depois. Ou bem me lembrando no início dos anos 70. Como já me referi, um ano de imensa felicidade para mim e principalmente com a chegada da TV na minha casa e tendo uma antena infeliz de recedpção, que só recebia os sinais no alto de “Morro dos Ventos Uivantes”. Tinhamos que ir lá todos os dias para capitar o sinal. Era uns gritos de baixo para cima e de cima para baixo. Vivi lá em baixo e eu lá em cima. “Prá direita! Prá esquerda! Devagar! Um pouquinho mais! Menos! Mais... Prá lá, prá cá” – Sentia-me cantando tonto Elis Regina “Dois Prá, Dois Prá Cá” – Um alvoroso e a vizinhança se aglomerava para ver a Epopéia do “Vira”. Só nós tinhamos agora TV na comunidade. Eramos Reis e Rainhas. Ninguém ficava mais de mau comigo. Acabou as pelejas do: “Tá de mau como sal na panela de mingal. Tá de bem, meus parabéns” - Mas nem tudos eram flores com aquela nova tecnologia comprada em infinitas prestações na Casa Bahia da época, a “Ducal”! A infeliz da antena quando conseguia pegar um sinal, bastava passar uma brisa pelo vale e ela mudava de lugar.... Isto sem falar que a precariedade era tamanha que essa antena era amarrada em um “bambú que balançava, virava, retorcia, emborcava, mas não caia”.

Mesmo com a imagem distorcida, cheia de formiguinhas como todos nós diziamos , quase impossível de vermos as pessoas, nós nos deliciavamos com tantas novidades como as telenovelas. Assunto do dia seguinte eram os capítulos das novelas e adicionado aos comentários do “Pai Patrão Machão”, dizendo que “Novela era coisa de mulher desocupada” – Mas futebol não era coisa de babaca machão violento.

Existia coisa pior do que a esposa ter que ouvir nas tardes de domingo futebol em um rádio de válvulas com chiados, ruídos extra-terrenos?

Pois eu acreditava que os invasores do espaço entravam pelos rádios de nossas casas.
Mesmo com os comentários ácidos do meu pai eu mergulhava nas emoções dos foletins das grandes novelas, agora televisionadas.

Sou da época de: [podem gargalhar de mim]

“Sangue e Areia, A Grande Mentira, Minha Doce Namorada, Selva de Pedra, Dona Xepa”... e a Buzina do Chacrinha nos adiconando o besteirol e ovacionando o povo com “Bacalhau e Abacaxi” e Flávio Cavalcante nos dando um banho de cultura.

Aida sou da época também de radio-novela, fotonovela, gibis e programa de auditório da Rádio Nacional. Desde cedo já era plugado nas coisas, nas novidades e morava lá no “Rancho Fundo bem prá lá do fim do mundo”. Gargalho das saudades bonitas!

Esqueci de comentar que a televisão era a ZENITH e a vizinhança invejosa falava para a minha mãe que a marca boa era a PHILCO. Mas para nós gurizadas o importante não eram as marcas, mas sim as imagens. Sempre achei crianças mais inteligentes do que adultos.

Etá tempo bom que até com a inveja era gostoso de se brigar.
Apesar de tudo eramos uma comunidade de tantas diversidades étnicas. Tinhamos centenas de culturas de toda parte do mundo. Tantas histórias de vida, centenas de fragmentos de saudades dos entes queridos na Europa, Africa, norte e nordeste do Brasil, população indigena e ciganos. Acreditem-me a minha geografia de vida, minha filosofia de existir com propositos positivos na vida, minhas verdades e mentiras começaram todas ali, naquela comunidade na história dos tempos. Eramos brasileiros, judeus, portugueses, espanhois, russos, alemães, paraguaios, paraibas, maranhenses, americanos do norte, franceses, polacos e muitos sobreviventes do holocausto.
Todos sem excessào nos contavam histórias de suas terras. Tristemente tenho que confessar, que a televisão na casa de D. Carminha e na nossa casa desconstruiu um pouco esse universo fantásticos dos “Contos de Vidas”. Poderia disserta-las muitas das histórias que foram contadas para nós gurizadas no quintal, embaixo de um pé de Araça, Jabuticaba, Mamoeiro. Todos nós de pés no chão! Bicho de pé, Barrigão de Lombrigas, Carrapatos e Mosquitos, também faziam parte dos cenários daqueles tempos.

Agora foi a vez da segunda novidade da casa! O chuveiro elétrico Lorenzetti! Banho quente de gotículas finas! Com a chegada dessa invenção, que nos dava muito choques na hora do banho, a bacia e a chaleira de àgua quente foram abandonadas, foram aposentadas, até quando a conta de luz chegou no mês seguinte. Foram gritos e sussurros dentro de casa. Evidentemente a “Culpa” caiu sobre mim, pois alegaram que eu é que ficava embaixo do chuveiro por horas. Pais exageram tudo! E nem tinhamos telefone na época.
Não tive problema de retorna a minha amada bacia de banho. Cada um tinha a sua. A minha era grande de cobre, pesada e velha. Passei horas a fio ali dentro pensando na vida, saindo de uma infância sem muitos pecados ainda e penetrando em um mundo de descobertas sacanas, impuras, maravilhosas, descoberta do corpo, dos pelos, das infinitas ereções na hora do banho... que delícia, que saudades bonitas de ereções infantis, simples, sem criatividade, sem medo (em termos sem medo). Pois teria que confessar no domingo ao padre sobre as minhas 20 ereções diárias. Mas eu reduzia os números e só confessava uma meia dúzia delas. As mais simples, assim a punição era menor. – Mas o meu temor maior era da minha Vivi, pois se ela me pegasse com o pirulito ereto, poderia me penalizar com coças, castigos e trabalhos extras como por exemplo; limpar galinheiro, chiqueiro, lavar os cachorros todos e por ai a fora... Mas nem isto contiam as minhas pecaminosas ereções Nelson Rodrigueanas. Sempre amei sexo! Quero ter cem anos fazendo algum tipo de sexo.
Nem que seja retornando as páginas inocentes das revistinhas do Zéfiro.

Podem rir, gargalhar, pois eu gargalho muito!

Mas sou do tempo do pinico embaixo da cama, banho de bacia, fogão de lenha de esmalte branco, fogão de querosene, fogão de 4 bocas de bojão da Gásbras, mesa de formica com 4 cadeiras de cores diferentes, filtro de barro, picolé de anelina verde, pinguim em cima de geladeira, tapete de trancinhas, cachorro latindo atrás do próprio rabo, casa com telhas coloniais. Mas para adorna-las havia um pé de pêssego que se debruçava sobre elas. Isto é bonito demais, não é? Sou do tempo do interruptor de luz preto, do rádio e rádio-novela, programas de auditório na PRD3 de Petrópolis. Estavamos lá todos os santos domingos, evidentemente tendo ido a missa pela manhã na igreja do Retiro. Um borogodô, mas depois de engulir aquela argola branca chamada de “Ostia”, necessito ser Canonizado por isso também. Hoje pareceria até como se fosse uma camisinha. Depois desse ritual forçado, ia correndo comprar mariola, pé de moleque, lingua de sogra, pirulito Zorro e chiclete rosa açucarado na quitanda do Sr. Zé Mário. –Ih! Lá vem a idade de novo! – Açucar hoje só adoçante, pois a Diabete pode gritar. “gargalho da minha diabete”

Não posso esquecer a Declaração dos Direitos Humanos e as Revista Playboy e Fairplay. “Comentário espécial a Revista Playboy pois do Zefiro eu já descrevi na última crônica: todas as coelhinhas da época estão nas casas do 70 ou 80 anos... amava ver essse revistas escondido. Ficar escondido com uma revista na mão era muito excitante. Todas vinham lacradas a sete chaves e os jornaleiros da época ainda eram éticos e nem que chovesse canivete eles vendiam uma revista dessa para menores de 18 anos. Meu pai e seus colegas tinham aos montes. Também trancadas a sete chaves, pois as esposas não podiam descobrir que eles se deliciavam com as inocentes coelhinhas playboyanas. Ao descuidarem das revistas, lá ia eu pega-las e folhea-las por horas e depois me debruçava nas fantasias em minha bacia de cobre na hora dos infinitos banhos diários” – Adendo! A àgua era fervida no fogão de lenha de esmalte branco. Tinhamos que economizar gás. Chuveiro passou a ser uma coisa meio dominical e para as mulheres da casa. – não achava nada correto e ético essa diferenciação entre o macho e a fêmea na hora dos banhos no Chuveiro Lorenzethi.

Casar era para sempre, sustentar os filhos era somente até quando eles conseguissem emprego, as certezas duravam a vida toda e os homens eram os primeiros a serem servidos na mesa de jantar. Lembro-me do meu pai sentado na mesa e reclamando da comida sempre. Um dia com muito sal outro dia sem sal. Passei a minha infância toda vendo a minha mãe ser a última a sentar-se na mesa, exausta, muitas das vezes deprimida por escutar tantas críticas injusta sobre a alimentação preparada com carinho.

Casar era para sempre, mas só que nos anos 70, ela “Vivi e tantas outras” conseguiram romper as correntes dos casamentos. Ela cantou Vanusa em voz alta naquele dia “Hoje eu vou mudar...”. Parabéns Vilma Esteves da Silva (nome de solteira). Mulher de aço, ser de luta, guereira sem armas na mão.
As avós “Cacilda Dorothéia e Catarina” eram umas velhinhas submissas aos seus “Donos=Maridos”. Hoje, essas mulheres de 40 ou 50 anos viraram um outro ser. São mais fortes, mas audaciosas e consequentemente estão também mais sozinhas. Melhor assim do que ter que aguentar insuportáveis maridos, malas sem alças, sem rodinhas e com o zipper arrebentado. E quando não violentos ou não assumindo as suas impotências. Isto não descarta também das esposas horríveis que existem por ai. Tanto lá quanto cá, porcaria também há!

Vamos culpar! Culpa das guerras dos sexos e do mundo? Das Pilulas e dos Viagras ? Da internet dando uma falsa liberdade de que tudo é possível desde que teclamos no site certo? Da famigerada e amigável globalização? Do muro de Berlim? Da televisão e da tecnologia com controle remoto nos adicionando a obsidade? Necessitamos “Culpar”, pois culpa faz parte de nossas vidas. Interessante ressaltarmoss que a “Culpa” é sempre dos outros ou de alguma coisa. Nunca a nossa, mas a de alguém. Aprendi muito com o seriado “Malú Mulher”.

Fui um adolecente sedento em querer aprender e queria decidir a minha própria vida dentro da casa dos meus pais e da Ditadura da época. Lutas constantes em todas as frentes. Tudo isto porque eu não queria que eles decidissem como eu deveria agir.Acreditava que nós eramos/somos nossos "próprios donos". Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Acreditava que não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.
Isto era demais para uma época em que tudo necessitava de hierarquia ditatorial. Dentro de casa, fora de casa, na escola, na rua, nos biscates que faziamos. Amavamos as nossas professorinhas, mas eramos reprimidos pelo
"Pecado de Amar uma mulher mais velha, santa, quase se igualando as nossas Virgens Mães"
Que sofrimento, que tormenta!
Oh! Vida Cruel! “Dr. Smith e o robô” no seriadoe Perdidos no Espaço.
Mas eu era feliz do meu modo Hiponga.
Meu cabelo Afro/Pichaim Loiros de Parafina e Àgua Oxigenda, foi esticado a pente de ferro quente, passei pasta alizante e fiz cachinhos com a parafina... nem sei por que o cabelo não caiu. Era um Hippie que tomava banhos! – Não mas só na bacia, mas na casa dos pecados que residiam aos lados. Época de imensa e forazes sacanagens. Que tempo bom! Paro por aqui ou terei que colocar as tarjetas negras nas frases.

Como as coisas mudaram nos dias de hoje. Até morrer ficou diferente. Na minha rua existiam velhinhos que morriam aos poucos. Ficavam uns dez anos morrendo e isto acontecia logo depois de completarem 50 anos. Hoje se morre com 80 ou aos 90 e é vapt-vupt. O Vapt-Vupt são as “balas perdidas, o colesterol, o estresse ”. Observa-se que em pouco anos atrás se morria aos 50 e já eramos velhos. Hoje eu me sinto com quase 50 e não estou velho, pelo menos para mim. Gargalho de mim mesmo, tentando convencer os demais sobre o “Bom Astral dos meus 50 anos”

Recebi algo muito relevante na internet e quero adicionar com as minhas crônicas da minha travessia ao meio século de permanência neste sistema. Faz, fez, está fazendo parte do meu show. “Viva Cazuza, brincamos muito nos anos 70 em Petrópolis, no Pier de Ipanema e nas "festas proíbidas pela censura”

Em 50 anos tiraram a filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido pela revolução, tudo virou libertação: Pedagogia da Libertação - Teologia da Libertação - Psicologia daLibertação. Deu no que deu: - Burrice liberada. - Burrice Eleita! Nada mais verdadeiro do que o BBB e tudo que a mídia nos apresenta nas telinhas domésticas.

Para as pessoas de mais de 40, 50 anos, palhaço era o Carequinha. Que esteja em algum lugar do universo levando e trazendo todas as alegrias que ele me proporcionou aqui neste sistema. Ri tolamente das belas tolices Carequinianas. Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. Ladrão era Meneguetti e o Bandido da Luz Vermelha. O caso da “Fera da Penha”.
Hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara Federal e de uma cidade que não existia, chamada Brasília. Ângela Guadalquinin dançaria só na zona do baixo meretrício e olhe lá Mas a mídia liberou a Dança Garrafa. E Presidentes da República eram alfabetizados, ditadores e generais. Respeitadores da moral e dos bons costumes, tudo que não tocassem em suas ideologias facistas.
Amigos e amigas os quais já passaram ou estão nos “50, 60, 70, 80, 90 Ões” da vida. Abaixo seguem as seguintes emoções daquelas épocas. Vocês se lembram de:
1 - Experiência com feijão e arroz germinando a gente fazia na escola
primária e não em vôo espacial, pago a 12 milhões de dólares.
2 - Dia da Mentira não era data nacional.
3 - Piercing quem usava era índio botocudo.
4 - Tatuagem era em criminoso do bas fond.
5 - Mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde ministro
divide dinheiro.
6 - Caseiro não era mais ético do que ministro.
7 - Quadrilha era dança junina e não razão de existir de partido político.
8 – Soltar balão e fogos não era significado de chegada de drogas no pedaço e nos Morros.
9 – Pipa não era para avisar que os macacos estavam subindo o morro, para iniciar mais uma guerra civil naquela comunidade.
10 – Parafina passei nos cabelos nos anos 70 e na minha prancha de surf, que andava mais embaixo dos meus braços do que dentro da àgua.
11 - O Clube dos Cafajestes eram uns inofensivos Playboy´s cariocas e não um País inteiro que se vangloria de ser “Solidários Pitbulls”. – Começo a repensar sobre essa palavra na “Amada Pátria Gentil”.
12 – cantei o Hino Nacional, O Hina da Bandeira e tantos outros hinos todos os dias no pátio de minhas escolas, em filas cadenciando a sua série e altura, antes de irmos para as salas de aula.
Saudades de uma disciplina que na época odiava, repudiava, mas foi ali que me ergui como cidadão brasileiro que sou. No meio de tantos detritos, me sinto ainda alguém que tem a coragem de dizer que tenho “Orgulho de Ser Brasileiros com Letras Maiúsculas”
13 - Movimento social era reunião dançante. Creio que o PT foi até criado em uma dessas reunião farway from a atual Brasília contemporânea. Idos tempos em que jovens bem intencionados, faziam das Movimentações, verdadeiros Movimentos Sociais. – Fui muito feliz no
“MAS – Movimento de Ação Secundarista”

Vamos gargalhar, pois essas são ótimas!

Mexer nas gavetas do passado é tirar a velha Astola de Raposa Falsa comprado no armarinho do Turco da esquina. Bons tempos! As pessoas de mais de 40, 50 estão assim meio tontas, mas vão levando e se entupindo de PROZAC e todos os ZACs do mercado farmaceútico.

- Fumaram e deixaram de fumar. Adquiri-se cancer, mau hálito e ficou meio “Cafona”. Mas esse vício segundo os evangélicos e demais seitas e religiões é coisa realmente do “Demo” e dos milionários fabricantes dessa caixinha com 20 cigarrinhos poluentes e que consomem quem fuma. Detalhe! Eu nunca fumei na minha vida, por pura opçào de não querer mesmo. Desde cedo achava que era caro e que o meu dinheiro, parcos trocados eram melhor usados, usufruídos em outras coisas, inclusive em inocentes figurinhas de albúns que adorava colecionar.

- Minha galera não bebeu whisky nem com muito gelo e nem com pouco. Era chique, mas só para ricos, magnatas, doutores e hoje os mesmos trocaram o "White Horse" e só bebem água mineral. A sirrose gritou! Igualzinho a pinga que o Pé De Cana com sirrose também, tomou nos bares das esquinas por muito menos. Até a pinga nesta época era discriminada. Como os tempos mudaram e hoje temos as Universidades das Cachaças Brasileiras. Pinga no passado! Àgua ardente da pesada no quentão das festas juninas. "Noite de junho, céu estrelado, balão subindo clareando a multidão..." Que saudades bonitas!

- Foram marxistas (eu não fui) até descobrirem quem era Harpo, Chico e Groucho, e que marxismo é um grande engodo.

- Ninguém tem mais certeza de nada e a única música que dos Beatles ainda toca é "Help". Mas não podemos esquecer da Aquarela Brasileira e das Bachinas Brasileiras na voz de Bidú Sayão, nos embalos da Banda Blitz dos na Pedra do Pão de Açúcar na ainda meio pacata cidade do Rio de Janeiro. Mas o Esquadrão da Morte já perambulava por Duque de Cáxias e Tenório Cavalcante era o home da Capa Preta. Saudades, saudades das Frenéticas! “Quanto mais a mulher jura, gostar de homens eruditos, tanto mais elas procuram, um tipo burro e bonito” – adorável meninas que abrilhantavam nossas vidas de “ado-borre-centes”
Pára Brasil, que os caras de 40,50,60,70,80,90, querem descer!!! – Eu quero ficar, sentar e ver um Brasil melhor passar na minha frente. Mesmo que a nossa realidade seja de fazer vergonha! Pior, é que nos dias de hoje, raros são os que sabem oque é "vergonha". Mesmo assim, ainda quero ter mais 50 anos para ver alguma coisa acontecer que não me traga “Vergonha” e sim "Orgulho".

O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos sem parar!
Adoraria saber aonde estão todos os meus amigos/as do primário, ginásio, curso de contador, científico, faculdade e a velha turma da praia. Etá saudades de “oceis”.

Brindo com todos vocês a “Vida”, estejam aonde estiverem... ergo a taça da Vida a todos vocês, a todos nós.

Saravá e desde já, muitos anos de vida para mim e para todos nós!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Vagner de Almeida, Borboletas e Basta Um Dia


ENTREVISTA COM DIRETOR VAGNER DE ALMEIDA

FILME:
BORBOLETAS DA VIDA

Entrevista por: Marccelus Portal
WWW.PORTAL.MARCCELUS.COM


M: Vagner você é parte dos brasileiros premiados e reconhecidos fora do país. O nosso país é ingrato para com os seus talentos? Como você vê o incentivo ao cinema dentro e fora do Brasil?

V: Ser premiado, reconhecido e ver o seu trabalho contribuindo de alguma forma para melhorar globalmente esse sistema tão cheio de pequinezes é uma honra. Um averdadeira glória…
O nossoo país é ingrato com uma série de coisas, basta abrirmos as janelas de nossas casa ou colocar o pé nas ruas, que veremos a ingratidão e a perversidade de nossa sociedade com os seus cidadãos comuns. Somos um país muito descuidado com a solidariedade. Somo empregnados em dar esmolas, mas cuspimos nos que nos estendem as mãos para as esmolas que damos.
Qto ao que faço ou me proponho socialmente a realizar tenho conseguido muitas coisa, mas com muito esforço. Como não faço documentarios para me auto-promover, mas sim denúnciar uma série de impunidades, as quais perduram por anos em nossa sociedade egoísta. Neste ponto de vista eu me sinto excluído de uma série de possibilidades comerciais. Mas um dia eu chego lá…
Os incentivos estão ai, mas muito centralizados, sempre nas mãos dos mesmos, sempre abocanhado pela mafia cinematográfica, pelo famosos e ilustres. Isto é no exterior; é aqui no Brasil e não há como transpor essas paredes criadas pelo monópolio dos sempre patrocinados. Isto não quer desmerecer que o cinema brasileiro deu um avanço formidável em qualidade, tanto técnico como comercial. Mas ainda não conseguimos superar ou nos igualar a países como a Índia que produz mais de 800 filmes por ano, isto significando que eles produzem mais de 2 filmes e por dia.

M: Na sua categoria de expressão cinematográfica – na parte de documentários - existem oportunidades de maior divulgação no exterior?

V: As pessoas têm uma idéía muito errada do exterior como sendo o eixo do mundo ou um paraíso. Tudo do exterior é melhor para a maioria das pessoas. Não importa que você pronúncie o nome da Bósnia ou de Serra Leão como sendo os piores lugares do mundo, ainda vamos escutar que lá é melhor do que o Brasil. As pessoas no nosso país têm essa idéia de um arco-iris estranjeiro, todos lugares que você imigrar sera um Colorado. Tudo é muito relativo, pois foi no exterior que recebi o meu primeiro prêmio internacional, mas também tenho me organizado no Brasil para que o meu trabalho seja reconhecido ai.
No exterior eu me deparo tanto con feras imensas como com mínimas. Tudo é uma competição, um estende chapéu, um puxa saquismos, um tira tapete dos pés dos outros. O que eu faço é tentar me apartar dessa passarela de vaidades e divulger os meus documentarios como um protesto, um alerta, um grito sobre todas as tragédias e impunidades que imperam no Brasil, aqui embaixo do Equador, país que não tem pecado e que Deus é brasileiro… Meus filmes sempre saiem bem nos festivais tanto ai no Brasil como no exterior. Isto me faz muito feliz. Para um filme que não é comercializado como “Borboletas da Vida”. Este foi um exemplo de sucesso para nós com centenas de apresentações, críticas de altíssimas qualidades e um público misto formidável… Todas as apresentações aonde tive a oportunidade de estar houve debates e tópicos relevantes, enriquecedores, os quais foram pontuados em cada apresentação.
A última apresentação das Borboletas no MIX BRASIL no Rio de Janeiro fomos aplaudidos de pé… em Nova Iorque fomos aplaudidos de pé dai para frente o filme criou pé e saiu andando sozinho. Amigos dizem que as Borboletas não criaram asas, mas sim pernas… eu acho isto ótimo.
Isto foi um presente que o exterior me deu, pois apóis o meu filme ser preminado no New York Brazilian Film Festival ele surge na mídia, ficou carimbado na internet e vários sites importantíssimos… uma vitória... mas nada disso nào teria aocntecido se eu nào tivesse ao meu lado o time que tenho no Brasil, o apoio que recebo e todas as glories, os louros eu dividos com os meus técnicos, entidades e pessoas que direta ou indiretamente estiveram lá no pecurso da criação de todo processo do filme.
Só no Google há mais de 360 referências sobre o meu filme e isto é o máximo para um peixe pequeno como eu dentro desse mar de tubarões, isto é divino.


M: Fala um pouco da tua formação acadêmica, como nasceu a tua vontade de filmar e porque esse especial interesse num documentário realista e quase denúncia?

V: Começo em Estudos Sociais na UCP – Petrópolis e fujo para teatro, fundando um grupo nos anos 70 de protesto e consequemente levando muita porrada de policia, preso com o grupo, tendo teatro invadido e fechado… enfim um longa história como de tantos outros brasileiros que viveram os anos de ferro da nossa estimada patria mãe gentil. Do teatro para filmes não foi uma passagem em degradê, pois sabemos que filme sempre foi uma coisa cara e de alcance quase útopico para muitos de nós. Mas começando a trabalhar na ABIA com o Projeto HSH, recém chegado da Universidade de Berkeley na California, estudado análise de imagens para filmes, amando fotografia e sempre escrevendo scripts para teatro, não estava muito longe de ganhar uma camera VHS do meu parceiro e começar a filmar os amigos e suas verdades e mentiras. Como tudo na minha vida é um processo de construção o cinema também tem sido o mesmo. Não acredito no imediatismo, no tem que ser quero agora, algo muito típico dos brasileiros, mesmo antes do mundo ficar tão globalizado, já eramos imediatistas mesmo antes dessa mundança global, com fax, computadores, internet e celulares…
Sempre trabalhei com denúncias. O meu segmento no teatro sempre foi o Teatro Expressionista, nos meus documentaries não fujo muito dessa realidade que construi para as minhas obras. Há a necessidade constante de denúnciar ou nos perdemos dentro de nossas próprias vidas.


M: Você acredita no poder transformador da arte?

V: Certamente! Sem a arte o mundo não existiria. Através dessa benção que é a arte o mundo estaria muito pior… estariamos muito acelerados para as coisas ruins… Atráves da artes cinematográfica eu posso filmar, editar, montar o meu mosaíco de fotos e tomadas de cenas e criar uma arte e dali divulga-la no mundo, ajudar as pessoas a repensarem sobre outras vidas de pessoas sem privilegios, sem amanhã… a arte me conduz, me ilumina, me transforma de forma extremamenete positive e certamente transforma a vida do mundo para melhor.

M: Cultura e qualidade de vida caminham juntas?

Deveriam, pois a cultura nasce para todos, mas nem sempre a cultura é um fator transformador de qualidade de vida. Nem todos em nosso país e em muitas partes do mundo tem acesso a cultura, não sabem ler ou escrever, não conseguem colocar pão na mesa... Muitos intelectuais acham a arte da fome uma arte. Infelizmente essas duas artes de vida não são paralelas, mas deveriam. Observo atentamente a populaçào que trabalho na Baixada Fluminense e vejo que aonde há pobreza a qualidade de vida nào acompanha as diversidades da cultura.

M: Atrás de um grande homem, outro monumental.

V: “Eu diria paralelo a um grande homem, há sempre um outro grande ser!” - Mas a vida é cruel e nem sempre é assim.
Observei na vida muitas pessoas fabulosas ao lado de imensos montes de lixo… mas isto é a complexicidade desse mundo em que moramos. Chamo o mundo de moradia alugada, pois podemos ser despejados a qualquer momento… assim também são com os relacionamentos.


M: Como você explica este teu “casamento/parceria” de décadas com o escritor atrópologo, cientista social Richard Parker. É possível a felicidade entre dois homens – dividir a cama, os problemas e administrar sentimentos como ciúmes, amor, dor e paixão – é fácil numa relação a dois?

V: Nossa parceria dura mais de 24 anos e isto é uma ARTE de VIDA. Não é fácil estar do lado de uma celebridade, acompanhar todo o trajeto de vida, carreira, momentos não muito fáceis e outros explendorosos, viagens… uma orquestra a ser conduzida com muito cuidado ou o conteúdo do relacionamento estraga.
Felicidade é uma coisa construída, edificada dia a dia ou sendo mais preciso hora a hora, minuto a minuto e até nos intervalos de felicidade há os momentos de enfrentamentos, diálogos, edificação de personalidades, aceitar e rejeitar, acreditar sempre que os problemas possam ser resolvidos democraticamente e com infinitos ingredientes positivos. É claro que dois homens, duas mulheres, dos seres humanos podem ser felizes… Como falei é uma orquestra e só devemos ter a sabedoria de conduzi-la corretamente.
Dividir a cama é a coisa mais fácil! Que todo relacionamento fosse só dividir a cama…caso fosse só isto o mundo não estaria com tantas camas vázias… a coisa importante no relacionamento é levantar depois da cama e continuar anos e dias que se seguem em suas vidas. Ai sim você prova e conduz o seu relacionamento…
Lembro-me sempre de um desenho de um casalzinho nú nos jornais que dizia “Amar é”… tão simples, mas tão difícil de ser adotado no seu relacionamento…
Ciúmes
eu tenho muito! Amo ter ciúmes controlados, eficazes, moderados, transformadores da monotonia… Um sofrimentozinho básico faz parte da rotina do amor. Não consegeria viver sem esse floral do ciúme positivo.

Amor pelo meu parceiro é do tamanho do mundo ou diria maior ainda, pois o que sinto pelo meu homem é algo inesgotável.

Paixão é uma delícia, mas é cruel, machuca, esfola e faz muitos relacionamentos acabarem, pois as pessoas confudem paixào com obsessão, posse, domínio e isto sào ingredients que azedam o paladar de qualquer receita perfeita. A paixão é coisa de primeiras semanas de namoro e os últimos dias de romances nào correspondidos por uma das partes. Falta na paixão o equilíbrio.

M: Como é o Vagner de Almeida no dia à dia. Como é um dia de rotina de um brazuca em Nova York? Você tem planos de voltar a viver no Brasil?

V: Eu não me sinto um BRAZUCA, sou um homem do mundo, um mundano como falava a minha mãe em vida, mas de forma agradável de se ouvir.
Tenho a minha casa aqui em NY e outra no Rio… Vivo trabalhando nos dois continentes e as minhas identidades com o Brasil e os USA são semelhantes. Sempre digo aos amigos que “o meu país é aquele que me trata bem, me respeita e me dá oportunidade como ser humano”, por isso me acho um pequeno património mundial. Caso tenham que morrer no Nepal e feliz, lá será a minha pátria e as minhas cinzas serão espalhadas ao mundo dali mesmo.
Não posso nunca falar mal dos USA, pois os enfrentamentos que passo aqui, tais quais ou piores passo no Brasil. Fico muito sentido quando escutos as pessoas falarem mau dos americanos, generalizando a sociedade. “Tanto aqui qto ai porcaria também há”. Tenho amigos maravilhosos aqui e no Brasil… na verdade tenho amigos incríveis no mundo inteiro, pessoas que me admiram e eu as admiro. O que não presta nas sociedade são os seus governantes, os seres do poder. Esses sim não prestam em lugar nenhum da terra.

M: Talvez a face mais cruel e desumana de tratamento para com os Gays seja a velhice. Numa realidade capitalista, imediata e superficial na qual estão inseridos os homossexuais – ficar velho pode ser em vida um injusto atestado de óbto, já que vitmas de estigmas e da segregação, muitas destas pessoas se tornam infelizes. Você concorda com isso?

V: Não concordo! Pois ao concordar com isto deixaria uma série de exemplos positivos sobre a velhice de lado, engavetados... Ficar velho é um processo de vida. Todos nós ficaremos, gays ou não. A forma de como conduzimos e edificamos a nossa velhice é que fará a diferença. Ouço muitas pessoas que estào sozinhas, abandonadas, sem família, sem amigos escomungarem a vida. Eu acredito na família pretendida, criada no decorrer de nossa passagem por aqui na terra. Temos que aprender a sermos menos auto-centrados, nos isolarmos por acharmos que somos superiores, esnobar em jovem o menos favorecido. Trabalho com várias pessoas idosas e as vejos em ângulos diferentes. Há parcerias de mais de 40 anos gays, 50 anos heteros e etc. Qdo observamos a era capitalista, o individualismo acelerado, o egoísmo acentuado, ai sim percebo que a velhicde é muito triste, principalemnte se nada foi construído de forma positiva para que qdo chegarmos nela, possamos sabiamente enfrenta-la e deixar nos levar com serenidade. Não tenho medo da velhice, da argamassa descer, mas a alma elevar-se em planos superiors.
A infelicidade, atestados de óbtos sào coisas espalhadas dentro de todos os segmentos da vida.
Eu espero morrer um velhinho acesso, eletrico, vivo, rindo e observando as coisas boas da vida… quero, necessito e desenvolvo no presente aos 48 anos uma identidade zen para mim e com o meu parceiro.
Sem julgar, mas expondo as minhas idéias sobre esse tópico observo que com um pouco de esforço de todas as gerações, inclusive dos idosos as coisas poderiam caminhar de uma outra forma.
Devemos desconstruir e criar uma nova idéia de que ser velho e gay não é um caminho para a morte solitária. No dia em que a nossa sociedade global observar que para cada problema há várias soluções, ninguém mais morrerá no abandono e na solidão, que tantos nos dias de hoje vivem.

M: Como estão acontecendo as tomadas com Gays da terceira idade para o seu próximo trabalho? Já tem um título definido? Porque você escolheu este tema?

V: Serei daqui alguns anos uma pessoa de terceira idade e quero agora aprender com eles como enfrentar todos os dias dos dias de nossas velhices. Pois a velhice não deve ser generalizada como fim de carreira de vida, mas sim uma edificação de aprendizados e sabedoria. Devemos sim é festejar sempre que for possível a nossa trajetória a velhice.
Há muito observo, convivo com todos os tipos de idosos. Moro no Leme, no Rio de Janeiro e Copacabana é um reduto de teceira idade de todos os gêneros e estilos. Quando nas minhas caminhadas matinais observo uma série de idosos fazendo as suas caminhadas. Alguns ativos e sozinhos, capazes de se movimentarem sós e outros em suas cadeiras de roda e guiados por sus familiars e infermeiros. Percebi que do outro lado da cidade em setores menos privilegiados, haviam, existem outros idosos carentes. Foi dai que surgiu a idéia de fazer um link com o que eu faço. Nosso projeto na ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS com jovens HSH, deu-me um senso de passagem de vida e o que esses jovens serão daqui há 50 anos, 60 anos e eu nem mais aqui estarei. Ouvindo participantes das oficinas referindo-se aos Cacuras ( gays idosos), percebi que algo necessitava ser feito e comecie a colhetar ideías, fotografias, entrevistas e oficinas com idosos gays… os resultados começam a brotar e isto esta me dando muita satisfação em poder mais uma vez contribuir de uma forma muito objetiva com esse segmento da comunidade gay, não muitas das vezes assistidas.
O filme não tem título ainda, pois agora o que menos importa é o título, mas já tem forma o que é mais importante. Com a ajuda de Deus espero estreiar esse ano uns 4 documentários, incluído esse da terceira idade gay. Qualquer contribuição sera extremamete bem vinda, qualquer história de vida, fotos etc serão extremamente fundamentais para a realização desse projeto.


M: Vagner de Almeida é hoje uma referência internacional. O seu documentário “Borboletas da Vida” realizado em 2005, ganhou o primeiro lugar no New York Brazilian Filme Festival, foi um sucesso de crítica e de público e agora roda o mundo integrando outras jornadas e festivais. È muita responsabilidade? Fala um pouco pra gente deste trabalho .

V: Ser referência internacional é uma consequência do meu trabalho que venho realizando com a população homosexual desde o ínicio dos anos 80 com o surgimneto da AIDS.
“Borboletas da Vida”, realmente me projetou e está projetando em setores até então ainda não fixado com o meu trabalho. O prêmio no NYBFF, foi um marco e uma porta para ir em frente com o filme e com a carreira. Agradeço imensamente a oportunidade que as forças do bem me deram em ser premiado. Hoje viajo o mundo inteiro, o filme está competindo em diferentes festivais de diversidade sexual. Sou convidado pelas maiores univesidade dos USA e do Brasil para apresentar o filme seguido de debates, seminários e congressos. Isto é uma dádiva, um presente dos seres elevados que me protegem sempre. Tenho uma responsabilidade imensa com a minha instituição no Brasil, a ABIA, a qual tem me apoiado anos a fim para que esses tipo de projeto seja feito. É uma responsabilidade com a equipe que me acompanha estes anos todos. Tenho profundo agradecimento ao meu parceiro e diretor geral da ABIA Richard Parker, aos coordenadores gerais da ABIA, Veriano Terto Jr e Cristina Pimenta e aos meus assistentes de projeto e de filme Josias Freitas e Fábio de Sá. Só no ano passado o filme foi exibido em mais de 600 lugares, isto significando que houve quase duas aprentações por dia desse filme não comercial. Mais de 600 cópias foram distribuidas no Brasil inteiro gratuitamente para fundações e ONGs que trabalham com a diversidade sexual, inclusive há uma cópia, creio que disponível ao público ai no GGB.
Este anos estamos inscritos nos festivais de Miami e Toronto. Uma maratona de atividades incrível.

M: Estamos anciosos para saber do seu novo trabalho “Basta Um Dia”. À quantas anda as tomadas – cenas no Brasil e nos EUA ? Porque este título? E mais ainda, ao resolver fazer um documentário denúncia da gritante matança e da impunidade que ronda os crimes contra travestis, você pretende de alguma forma tornar público e cobrar justiça contra tal crueldade? Como é transitar no universo dos travestis?

V: Este filme é um outro marco na minha vida de ativista, artista, transformador e formador de opinião.
“Basta um Dia” é realmnete uma cobraça silenciosa, aqual espero que saia em gritos depois de lançado e que a impunidade de nossa sociedade seja revistada pelos orgãos competentes. O título é simplesmente o que tenho observado nas vidas desses atores sociais, as travestis. Para elas o dia seguinte é algo muito distante, pois vivem, como muitas mencionam hora a hora e não esperam nada do futuro. Qdo observamos os assassinatos de tantas meninas fabulosas e que até hoje nada foi feito para solucionar esses crimes de ódio surge uma imensa revolta. Transitar com essa comunidade é simples, rica e renovadora, basta nos intergrarmos e adiconar o respeito, o carinho e nos permitir entender e nos fazer enterder em ambos os universos. Nunca tive nenhum problema com nenhuma comunidade, pelo contrário sou sempre extremamente bem aceito aonde chego. “Basta 1 Dia” é um segmento de tantas impunidades reinates na Baixada Fluminense do Rio de Janiero.
Muitas pessoas me perguntam o por que de focalizar só um local específico em meus filmes? Um local determinado como se eu estivesse generalizando o mundo ou o Brasil? Minha resposta é muito simples. Não tenho pernas e braços para abranger o mundo todo. Então aqui, aonde eu tenho possibilidades de me organizar para dar o meu grito social e que este cantinho sirva de incentivo para que outras pessoas no Brasil ou no mundo comecem a refletir e agir para que tantas impunidades sejam castradas e os criminososo sejam banidos da sociedade livre.
Qdo “Borboletas da Vida” foi selecionada para o programa da Rede TV em Direitos de Resposta em Janeiro de 2006. Foi neste momento em rede nacional que percebi que o meu filme estava fazendo a sua parte social no mundo. Estivemos no ar mais de 85% do tempo exemplificando as idéias dos debatedores convidados pelo programa. Foi um marco para o filme e para o nosso Projeto Juventude e Diversidade Sexual da ABIA.

M: Técnicamente falando como é o teu trabalho?

Simples, muito simples, pois através de simplicidade eu monto os meus mosaícos. Trabalho tudo em digital e uso a criatividade. Há um fato muito interessante na minha vida para ser relatado:
“Um cineatas na noite da entrega dos prêmios no NYBFF, no intervalo disse-me que havia visto o meu filme e que observou que eu usei uma camera muito pobre para realiza-lo. Achei ofensivo, mas como não era hora parar discutir técnologia naquele exato momento, eu simplesmente agradeci a ele por ter assistido o filme e me retirei para o salão de premiações. Horas mais tarde meu filme é anunciado como melhor documentário de 2005. Um surpresa para mim, pois não esperava por tal premiação em meio de tantos outros filmes. Mas as Borboletas mereceram e foi premiado pela crítica e público.
Na recepção o cineatas estava confuso e completamete desorientado e falando publicamente mau de todos os filmes premiados, inclusive o meu. Calmamente em meio de tantos outros premiados e não, eu pedi a palavra e lhe disse… “em filme uma das coisas que mais conta para o gosto do público e da crítica é a criatividada, é o diferente, o novo. O meu filme não tinha uma camera boa, segundo você, mas tinha criatividade e foi premiado. O seu não foi com uma técnologia mais avançada!”

M: Como você gosta de colocar as imagens? Ângulos, edição, trilha sonora, luz....e pesquisa, há algum roteiro na sua mesa já sendo pensado para um próximo trabalho? É cara esta arte dos documentários? Você tem patrocínio?

V: As imagens são colocadas de forma que faça link com a história e não se perca no meio com a minha criatividade descontroalda, pois é o que mais se vê nos dias hoje. As imagens para mim, na minha linha de filme-documentário, a camera não se move muito, fica ali imparcial perante os atores sociais. Vário o máximo os ângulos, até mesmo para não cansar o público e recheio o filme com metáforas em fotografias. Trabalho sempre me equipe, sou um cidadão diplomata e democratico. A minha equipe tem que dar a primeira opinião sobre o primeiro copião, depois parto para alguns amigos inteligentes, pois nem todos são, mas não deixam de ser meus amigos e finalmente para uma sessão de críticos variados, partindo desde o porteiro da minha portaria do prédio até acadêmicos renomados. Acho fundamental essa reciclagem de opiniões. Tenho sempre uma sessão especial para todos os envolvidos no filme e só termino a edição final qdo todos estão de acordo com as suas imagens e depoimentos dados no filme. Por se tratar de tópicos de altissimo risco na maioria das vezes, não posso deixar as pessoas que voluntariamente trabalharam no filme expostas. Depois do ok delas parto para a finalização da última edição… Ai vem a parte técnica da arrumaçào dos defeitos equalizaçào, tradução, legendas, trilha Sonora … sou muto feliz nas montagens dos filmes, pois cada dia que passa eu aprendo muito mais com a opinião das pessoas e o trabalho fica mais enriquecido. Toda a parte técnica é desenvolvida por mim e pelos rapazes do projeto Juventude e Diversidade Sexual da ABIA. Os treinei em oficinas para que pudesem desenvolver seus próprios filmes.
Em “Ritos e Ditos de Jovens Gays” todos os participantes eram das oficinas. Filme o qual antecedeu as Borboletas.
Ainda continua sendo lago caro de ser feito bem, pois mesmo na era de tanta digitalização, caso você não termine bem o filme fica ordinário, com uma finalizaçào pobre.
Tenho dezenas de scripts na minha mesa de trabalho e todos enfileirados esperando inicia-los, assim que termine um produção começo outra. Não deixo nada pela metade. Acredito que corta a minha edificação espiritual.

M: Tem gente acha documentários “escessivamente didáticos e meio sem graça”, como você defende esta produção?

V: Tudo é como se faz ou a ideía que os idealizadores ou patrocinadores propõem. Tenho visto documentarios fascinates e nada didático. Oque na maioria das vezes circulam pelas ONGs são filmes erradamente feitos com intuítos didáticos… Um coisa monocódia, imagens pobres e idéias ralas. Tudo é possível ser transformador de opinião, arte delicada e bem intecionada. Se olharmos o número de videos mau acabados, produções ordinarias as prateleiras estào repletas deles.
O brasileiro ainda nào está habituado com documentarios, mas uma nova geração está surgindo e os próprios clips musicais de certa forma são documnetários e estão formando públicos. A televisão começa investir em docs, mas ainda com uma linguagem de telenovela ou seriado de tv.
Eu não defendo a minha produção, eu faço, eu continuo aprendendo a modificar as minhas falhas anteriores nos novos filmes. Digo modificar, pois no proxímo outras falhas surgirão também.

M: Quem na sua opinião faz um cinema legal hoje em dia? Fotógrafos, videomackers e diretores, quais os seus prediletos?

V: São tantos… há pessoas tão lindas fazendo coisas maravilhosas e estão no back stage do mercado. E outros como Walter Salles Jr, Nelson Pereira dos Santos, Antonio Calmon, Arnaldo Jabor, Bruno Barreto, Tizuka Yamasaki, Ang Lee e tantos outros estào ai produzindo filmes fabulosos…
Meu fotografo predileito é o Sebastião Salgado… ele é maravilhoso e eu encontro no trabalho dele a minha alma de fotografo… ele é o meu guru da fotografia…
Tenho uma galleria de fotografias que contém nos diasheoje cerca de 20 mil fotos. Todas catalogadas e datadas… A fotografia sempre foi uma arte que desenvolvi desde a idade dos 11 anos… Todos os meus filmes elas estão lá assinando fatos e registrando momentos.

M: No rol de grandes interesses da comunidade Gay há a adoção , a “parceria civil registrada – casamento gay”, direitos previdenciários, de herança e de manifestação pública do afeto; Você é a favor da visibilidade Gay.

V: Somos a favor da adoção, pois há tantas crianças necessitando de casas e pais para ama-los e dar um direção a eles na vida. Eu e o meu parceiro sempre endossamos a adoção por gays.
Parceria civil é importantíssima, pois o casal estabelizado gay é muito vulnerável perante as leis brasileiras. Somos alvos das maiores injustiças socias. O Brasil ainda contínua com as suas leis muito retrogadas mediante ao fato de que o gay brasileiro é um cidadão que só possui obrigações e raras oportunidades seu favor. Pagamos impostos de renda separados, contínuamos ainda na luta dos planos de saúde em conjuto, não somos reconhecidos como cidadãos plenos. As bancadas religiosas fazendo lobby contra a expressão de amor e carinho que dois seres humanos possam ter um pelo outro/a.
Afeto é de natureza do ser humano e não demonstra-la é castrar os seus sentimentos e liberdade de expressão. Eu sou um cidadão que o afeto aflora em meus poros e jamais me proíbo de mostra-los em público.
Evidentemente que sou a favor da visibiliddade , mas mesmo que não fosse, nós estamos ai cada dia mais infiltrando a nossa visibilidade no cotidiano brasileiro e do globo. Visibilidade não corresponde só aos beijos públicos em shoppings ou nas calçadas de bairros elegantes das grandes mecas metropolitanas. Visibilidade está além de manifestações carnavalescas ou “tanto barulho por nada”. Eqto houver as separações de classes, as facções dentro do próprio movimento gay, haverá um imensa resistência das forças contrárias a liberdade e igualdade da comunidade gay.

M: O que acha das Paradas do Orgulho Gay que estão tomando conta do Brasil, sendo a de São Paulo com 2,5 milhões de pessoas, a maior do mundo em 2005?

V: Ainda fico muito impactado com tanto carnaval, haves e festarias rodeando esse evento. Assusta-me ver uma multidão de pessoas sem um ideal de mudança. Observo uma movimentação, um remexido e não um movimento. Vejo uma série de paradas realizadas em bairros nobres das cidades e trazendo mais uma vez a mesmice de sempre. A mídia corre para o zoologico da parada e estampa as fantasiadas nas primeiras páginas de jornais importantes do país. E o sinônimo da parada é aquilo, como se naquela multidão não existissem pessoas, grupos, entidades lutando os 365 dias do ano para uma vida melhor para os gays. Esses grupos silênciosos, formiguinhas braçais ficam desaparecidas entre tanto glitter, músculos, seios, bundas, sungas, paêtes, plumas, apesar disto tudo fazer parte do pacote da manifestação. Porém não é o verdadeiro espírito da Parada. É uma pena ver essas paradas monopolizadas por alguns e com o comércio cor de rosa impregnado nas paradas. Há quem diga que nada se faz sem dinheiro ou patrocínio, concordo plenamente, mas qdo as pessoas tornam as paradas suas verdadeiras passarelas de vaidades, então o sentido de manifesto é desconstruído. A parada é importante, há muitas pessoas em cada cidade desse nosso país ainda acreditando em mudanças. Porém dentro até do próprio movimento das paradas há a máfia, pessoas que se instalam para de forma direta ou indireta criarem barreiras e dificultar a inserção de todos como uma célula única.
Esper ver 5 milhões de pessoas na proxíma parade de S.P, mas isto parar mim não significa muito, pois sei que em nosos país esse número poderia ser o dobro se fossemos mais concientes que só haverá grandes mudanças mediante o esforço de todos.

M: Qual o recado do Vagner Almeida para os nossos internautas e deixa ai os contatos para quem desejar conhecer ainda mais os seus trabalhos.

V: Devemos sempre lembrar que juntos podemos fazer uma grande diferença no sistema. Acredito em união, parceria, comunidade, sejam elas brancas ou negras, pobres ou ricas, simplesmente necessitam ser fortes, indestrutíveis… Creio que todos os dias que acordo e vejo que tenho mais um dia de vida pela frente sinto que a minha força pode adicionar-se a outras e fazer um imensa diferença positiva para o mundo.
Amo falar com as pessoas, conhece-las, compartilhar idéias e ideais.


Meu contato via internet é: vagner.de.almeida@ gmail.com o mesmo usado para o Messanger

www.vagnerdealmeida.com


domingo, 22 de abril de 2007

Só faltam 40 dias para os meus 50 anos de vida


A Linda “Rosa Juvenil”

A “rosa ” não sou eu não! Baseio-me em uma lição de vida de uma senhora de 87 anos chamada “Rosa”. Ela conseguiu realizar seus sonhos até nos últimos dias de sua existência aqui neste sistema de vida.

Pois é! Sou eu de novo e desta vez mais proxímo do que antes dos meus 50 anos.


Agora faltam 40 dias para a transição. Essa passagem é muito interessante, excitante e até mesmo nos faz acordar centenas de lembraças de todas as cores e gostos. Lembraças recentes e algumas mofadinhas, mas o interessante é garimpa-las todas. Sem vergonha e medo de acorda-las no meio da noite existêncial, no meio de lá de dentro de você. Como uma onda no Mar.


Lulu Santos / Nelson Motta)


Nada do que foi seráDe novo do jeito que já foi um dia Tudo passa Tudo sempre passará A vida vem em ondas Como um mar Num indo e vindo infinitoTudo que se vê não é Igual ao que a gente viu a um segundo Tudo muda o tempo todo No mundo Não adianta fugir Nem mentir pra si mesmo agoraHá tanta vida lá fora Aqui dentro sempre Como uma onda no mar


Hoje não levantei com dor nenhuma no corpo! Saravá! – Minto! Tive uma dorzinha de solidão! Não sei por que ou o que foi. Corri na cozinha e antes de tomar o meu café tomei a minha colherada de “Água de Melissa” e comi uma “Folha de Alface”.

Folha de Alface? – Você há de perguntar! Pois é! Simplesmente me deu vontade de comer uma Folha de Alface. Pronto! Comi! Resposta dada. Dali para frente o dia começou e no decorrer desse dia vou escrevendo a minha transição decimal. De 10 em 10 dias escrevo algo, que refleti durante esses dias.

Hoje eu quero falar sofre “Velhice” e o que eu entendo e aprendo com as pessoas mais idosas, mas vividas, mas conhecedoras do tempo e do espaço em que todos nós, querendo ou não teremos que percorrer. Isto se não formos deletados desse sistema antes do tempo dessa trajetória. – Já mencionei a “Balada de Naraiama, Nora Ney, Vanusa...”.

Na última passagem pela máquina do tempo eu li algo e compartilhei com os amigos a seguinte frase:


“Ficar Velho É Obrigatório, mas Crescer É Opcional”

Pois bem, estas frases e fragmentos que se seguem, muitos deles sairam de um caco de uma mensagem aqui, outra dali e outra acolá. Uma frase de um autor renomado e outras de escritores desconhecidos. Um provérbio de trasseira de caminhão ou de portas de banheiros públicos. Mas ajutando tudo a sopa de letras nos dá um àgape fantástico, extraordinário, fascinante e uma lição de vida para nunca esquecermos o que somos e o que fomos. Sem adicionar o que poderemos ser em qualquer idade que tivermos ou estado de saúde em que nos encontrarmos.

Com a máquina do tempo eu compartilharei minhas experiências e as sabedorias garipandas daqui e dali, cavandas dos meus escombros e edificações da minha própria vida. Uma arqueologia do meu próprio tempo. – Você já temtou garimpar a sua vida? Escrever coisas suas? Sem restrições? Sem medo de críticas? Se receio de errar? Pois não está seguindo regras gramáticais e nem escrevendo dissertações? – Simplesmente dedilhar palavras que saiam expontâneas de dentro de você? Lembrando “Ditos e Ritos” dos idosos ou de seus coleguinhas da escola primaria, revelando secredos no pé de ouvido de cada um de nós? – Pois é! Não temos mais tempo para isto anymore. – Segredos agora, soam como conspiração e os tolos felizes momentos de outrora, já eram... Parece saudosismo, mas é mesmo. Tudo ficou lá atrás e daqui a pouca esse fragmento do momento de minha vida, da sua vida, ficará também.

Pois bem, o tempo nos prega travessuras na memoria. Sem querer, sem perceber ou permitir, nós deletamos as nossas próprias memorias. Por esse motivo, acelera-me a colocar no papel meus fragmentos de meio século.

Olhem isto! Ouvi essa frase e com ela aprendi muito. Recuei no tempo, parei no presente para dar uma pincelada na memoria e embarquei para o futuro para observar como a vida é engraçada, com tantas ansiedades que colocamos lá na frente. Esse fenomeno que nos dias de hoje chamamos de “Estresse Generalizado”

“Nós não paramos de amar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos por que paramos de amar”


– Isto é lindo de mais, não é? - Não me importo o que as pessoas possam achar over, cafona, ultrapassado essas rimas baratas. Eu acho “Bidú” (gíria para legal, mas foi antes do meu tempo)

Há segredos, poções, mandingas para continuarmos jovens, felizes, saudáveis, positivos e conseguindo sucesso.

“Precisamos rir e encontrar humor em cada dia que despertamos. Temos que reservar uma parte do dia para darmos uma gargalhada. Mesmo que o dia não seja propício para isto.”

Uma históriazinha do meu meu curriculum existêncial, aqual mudou muito a minha trajetória na vida.

“Era moleque, calção curto, pernas grossas, pé no chão, cheirava a moleque de meio do mato, cheiro de capim, pasto, carrapichos e carrapatos. Um dia eu me encontrava muito expontâneo comigo mesmo, ria, pulava, saltitava na minha alegria verdadeira de criança descompromissada com a vida. Fui interrompido por alguém, por achar que a minha felicidade passageira a encomodava. Falou na minha cara de moleque de uns 6 ou 7 anos, quem ria assim era mulherzinha, zica, mariquinha, maluco, débil mental... Parei imediatamente de sorrir e saltitar, pois acima de tudo a minha masculinidade havia sido mexida, tocada, envadida. “Caminhei em direção a minha casa com um companhiero velho de 11 anos de vida. Ele morreu dois anos depois, o meu cão branquinho Heroi”. Fiquei indignado por ter me castrado e assumido a postura que aquela pessoa me colocou. Refleti por hora, dias e decidi aos 6 ou 7 anos de idade, nunca mais coibir o meu momento de felicidade, de insanidade positiva. Por nada e por ninguém. – Nem a minha mãe conseguia me parar de gargalhar quando eu começava e ela dizia: “Esse Menino Tem Um Encosto”. E mais ela falava, mas eu recebia o “Encosto Gargalhador’. Que delícia gargalhar, falar coisa boas altas e não sentir medo de ser feliz. Passei a minha adolecência gargalhando até da minha própria desgraça, dos meus erros, minhas derrotas e com certeza de minhas vitórias, as quais têm sido muitas na vida.

Hoje eu já dei as minhas gargalhadas! Umas de mim mesmo! Outras forçadas para massagear a face dos quase cinquentinhas! E a mais engraçada de todas foi gargalhar da própria vida! Rir é um fragmento fantástico em nossos dias estressados. Gargalhar espalhafatosamente é melhor ainda. Mesmo com um “Encosto Feliz Gargalhador”.

Saudades dos tempos que eu gargalhava olhando o meu cachorro “Vira Lata” tentar morder o próprio rabo. Sempre tive cachorro. Todos na maioria adoráveis “Vira Latas” – Rex, Laica, Heroi, Ted, Suleika (etá cadela assanhada, cheia de namorados, adorava sacanagem), Menina, Pigmaleão, Jota e a cachorrada da vizinhaça que não saiam de perto de mim. Poderia contar a história de cada um deles. Etá saudades bonitas! – Rex me salvou de um mordida de “CobraCoral” e acabou sendo picado por ela. Mas minha mãe o salvou dando “Arnica” e fazendo “Emplastos de ervas”. Ele foi um “Heroi” e eu chorei muito quando ele morreu deitado na porta de nossa cozinha, perto de um grande fogão de lenha.
Interessante lembrar, que neste dia eu também ouvi pela primeira vez do meu pai que “Homem não chora!” – Mesmo assim eu chorei muito! É uma longa história, tristinha, mas linda de ser contada um dia.

“Necessitamos na vida de um sonho. Quando se perde os sonhos morremos.
Vemos tantas pessoas caminhando por ai que estão mortas e nem percebem.”


Desde moleque com a pipa impinada no ar eu sonhava e acreditava nos meus sonhos. Eram coisas paupáveis, como até hoje em meus sonhos mais absurdos, eu sonho com coisas concretas, possíveis e que me trará de alguma forma prazer e felicidade. – Sonhava com a Papai Noel, Coelhinho, Bicho Papão e na adolecência os sonhos já eram com pessoas, gente grande... A minha “Testosterona” já começa a gritar aos 11 anos. Dai para frente só posso falar dos meus sonhos em um livro com tarjeta preta na frente. Haja história de “Testosterana e Sacanagem” a serem contadas. Fui muito safado! Sempre feliz com as minhas safadezas! Deliciosamente safado e feliz! Tudo isto por que eu sonhava. Sonhava e sonho muito até hoje. “Viva as revistinhas do Zéfiro”, as li muito atrás dos galinheiros e escondido nos cantinhos.

“Qualquer um consegue ficar velho. Isto não exige talento e nem habildade. Porém há uma grande diferença entre ficar velho e crescer.”

Ouvi esse dito na vida, e anos depois alguém me manda isto pela internet em um texto lindo sobre a “Rosa de 87 anos”. Mas essa lição eu já havia aprendido nos meados dos anos 70 de um amigo lindo, que também não está mais perambulando por aqui. Ambos disseram a mesma coisa de maneiras diferentes.

“Se você dormir por um ano, sem fazer nada nos seus 20 anos. No proxímo ano você estará com 21, um ano mais velho e sem ter feito nada”

– Assim sucessivamente na sua vida até ficar velho. Você não necessita fazer nada para envelhecer. Mas envelhecer crescendo é o que faz a grande diferença de fazermos alguma coisa na vida para nós e para as pessoas.

“Nos dias de hoje a idéia é “Crescer” através de sempre encontrar oportunidades na novidade atual.”

- Aprendi também que isto não depende de nenhum talento ou oportunidade, pois é passageiro, como a moda do momento, a musa do verão, a dieta enlatada. Ou até mesmo os anseios de nossos pais querendo que sejamos o que eles não foram. Ou uma reprodução barata e equivocada do que eles são. Cópia será sempre cópia!

Aprendi também que a idéia é crescer sempre encontrando oportunidades de mudar para melhor. Sair das mesmices que as próprias encrusilhadas da vida nos apresentam. Mesclando idéias positivas, acabamos criando as nossas próprias regras de felicidade e ações positivas sem sermos cópias xerocadas de outros, incluindo dos nossos próprio pais.

Com o passar do tempo, com a passeata no tempo, eu tenho tentado mudar sempre para melhor, mesmo quando a balança acusa um pesinho a mais na minha argamassa e a barriga insiste em estufar como um balão tirando-me da estética sarada da moda do momento. É importante nos auto avaliar positivamente através das nossas negatividades. Sair do centro e nos colocar em nossas periferias. Saltar do palco e sentar na platéia. Só assim aprendemos observar outros angulos de dentro para fora e de fora para dentro de nós memos. Não é fácil, mas é possível! Haja mexidelas em nossos chips e parafusos. Pior quando as dobradiças do corpo começam a ranger. Haja Emplasto Sábia, Pomada Belladona, Extrato de Arnica, Losna, Pariparoba... (acabei de dar uma gargalhada). Aos 15 anos não pensamos em nada disto. Somos “Super-Pessoas”. Nada nos acontece! ? ! ?, pois assim acreditamos.

Li e aprendi lições muito interessantes na vida. Coisas que só lemos em parachoques de caminhões. Aqueles que passam levando saudades nas canções dos sertanejos

NO RANCHO FUNDO - Chitãozinho e Xororó


No rancho fundo. Bem prá lá do fim do mundo. Onde a dor e a saudade. Contam coisas da cidade . . . No rancho fundo. Bem pra lá do fim do mundo. Um moreno canta as mágoas. Tendo os olhos rasos d'água . . . Pobre moreno. Que de noite no sereno. Espera a lua no terreiro. Tendo um cigarro por companheiro. Sem um aceno. Ele pega na viola. E a lua por esmola. Vem pro quintal desse moreno! No rancho fundo. Bem prá lá do fim do mundo. Nunca mais houve alegria. Nem de noite, nem de dia. Os arvoredos. Já não contam mais segredos. Que a última palmeira. Já morreu na cordilheira. Os passarinhos. Internaram-se nos ninhos. De tão triste, essa tristeza. Cobre de treva a natureza. Tudo por que?. Só por causa do moreno. Que era grande, hoje é pequeno. Para uma casa de sapê.

Quantas saudades essa canção de Ary Barroso e Lamartine Babo nos trás e com ela depressões, tristezas, angústias e remorsos.

“Não tenho remorsos!’ – Forte não é? Mas contínuando as leituras das placas dos caminhões eu entendi alguns pedacinho da vida a mais para a minha construção pessoal. Olhem isto:

“Os velhos não se arrependem daquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer.
As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que têm remorsos”


Confesso que fiquei emocionado e parei para refletir a minha própria vida.

Remorso? É algo que qualquer pessoa sente! Seja de que forma for! Nós sentimos remorsos e pronto!

Mas parei muito tempo na frente dessas frase e comecei a peneirar, garimpar os meus próprios remorsos e confesso, que eram raros e todos ainda com oportunidade de serem revertidos em “não remorso”. Como sou feliz, por ter tempo ainda de reverter os meus remorsos em coisas positivas. Li, reli e copiei em um caderninho que carrego na bolsa sempre. As anotações necessárias que a nossa mente sorrateiramente nos faz esquecer ou mistura os chips para nos confundir.

Naquele momento veio a minha mente o falecimento de minha mãe. Puta merda! Com mãe sempre temos remorso de alguma coisa, não é mesmo? A malcriação que fizemos! É o “merda, porra, puta que pariu, caralho e tantas outras palavras proferidas para ela!” É a língua ou a banana que demos nas costas dela... em fim cada um sabe muito bem da lista de seus remorsos.

Pois bem, o fato é simples. No dia do enterro de Vivi, eu não tinha remorso algum. Tinha uma profunda saudade bonita dela. Saudade essa que eu poderia monitora-la e assim continuando ama-la como sempre a amei. Foi uma transição difícil, mas entendi tempos depois e perante esse tal de “remorso” que; Vivi e eu, sempre brigavamos, nos chingavamos, nos arranhavamos, mas não nos odiavamos. Tudo era expontâneo e dito na lata. Toma lá e dá cá! Fascinante! Eramos criativos em nossas brigas. Sabiamos que não podiamos romper o laço, pois um necessitava do outro para contínuar a viver, até que a morte nos separasse de alguma forma no futuro e assim, contínuavamos a vida sem remorsos e energias ruíns concentradas.

Teria muitas outras coisas a contar de pessoas que influenciaram a minha vida muito, mas peguei o tradicional personagem mãe, pois esse é sempre o ser endeusado, proibitivo, vive em redomas de vidro (não mais nos dias de hoje). Os tempos mudaram e as regras também. Vivi e eu criavamos cerquinhas e tinhamos nossos limites pessoais. Foi assim que ela me treinou a ser um cidadão respeitoso e pleno.

Às vezes gargalho de mim mesmo como estou fazendo agora (gargalhei mais uma vez no dia, isto é ótimo). Pego- me repetindo frases que meus avós, minha mãe me falava na minha adolência. Repito a história com outros adolecentes, minha sobrinha, filhos de amigos... “Como nossos pais”. Tentando argumentar ou filosofar o certo e o errado. Como somos chatinhos! Como às vezes tolimos a liberdade das pessoas. Que virus é esse que trazemos na trejetória de nossas vidas? – Adquirimos lá na infância. Lá no núcleo familiar.

Tenho muitas ideais na vida, muitas coisas para fazer, desdes as mais simples tal qual varrer a minha casa, até as coisas que possívelmente no presente serão varadas na àgua, mas que de alguma forma contribuirão para um mundo melhor lá na frente. Nos proxímos anos, quiças proxímos séculos.

Nunca será tarde demais para mim ou para ninguém ser tudo aquilo que queremos e podemos provavelmente ser.

Ainda vou aprender a fazer tricó, carpintaria, escultura em mármore e tantos outros etcs que tenho em mente.

Creio que ainda tenha mais 50 anos. Isto me dará 100 anos! Dois séculos, creio que serão o suficiente para podermos fazer alguma coisa pelo mundo. Depois de um século vivido, quero só plantar tomates e batatas no meu quintal e no final do dia tomar um banho de mar e um caipirinha bem gelada. Por agora, é só o que eu quero com os meus 100 anos. Depois escrevo mais o que desejo..., mas agora é só isto!

Ah! Esqueci do mais importante!

Quero no final de cada tarde sentado proximo a mim a pessoa que amo, e os amigos que me restarem naquela época, saboreando a minha caipirinha, cajuada, maracujada... quiças ainda podendo morder um pedaço de rapadura.

Depois só o destino dirá e poderá contar a nossa própria história de vida!

Vavabrasil, Vaguinho, Timbó... todos sou eu

Visitem o meus site e blogs e teçam comentários.


www.vagnerdealmeida.com






quarta-feira, 11 de abril de 2007


Abril 11, 2007

Ficar velho é Obrigatório, crescer é Opcional!

Pois é são agora 50 dias para dar um mergulhão na máquina do tempo e compartilhar as minhas experiências e sabedorias adquiridas nestes 50 anos!

Hoje não levantei com nenhuma dor em parte alguma corpo!
(confesso que procurei alguma coisa)

Então convenço-me que as dores físicas da vida, muitas das vezes não condizem com a nossa idade. Mas com o nosso estado de espírito. – Essa coisa que chamamos de “Estresse”, “Terrível Humor”, “Ódio, Raiva, Ira, Inveja, etc”. – Somatizamos e dai as dores aparecem. “Toda regra tem excessão” – Inclusive até o “Prazer” tem as suas dores espéciais. Sim! Refiro-me também ao “Prazer Sexual”.

Há 50 dias desse mergulho, neste espaço que muitas pessoas denominaram de “Crise”, estou me auto avaliando e revendo todas as minhas gavetinhas.

Poderia até cantar uma obra prima de “Vanusa”, minha ídala nos anos 70

“Pode ser over, mas como resistir a um dos maiores sucessos de Vanusa, na qual, ainda por cima, ao final a cantora faz um discurso feminista impagável? Essa faixa abre o LP Viva Vanusa (1979).” - Comprem o CD, pois é fantástico! Viagem no tunel do tempo!

Mudanças


Composição: Vanusa e Sérgio Sá


Hoje eu vou mudar/Vasculhar minhas gavetas/Jogar fora sentimentos e/Ressentimentos tolos/Fazer limpeza no armário/Retirar traças e teiasE angustias da minha mente/Parar de sofrer/Por coisas tão pequeninas/Deixar de ser menina.../Pra ser mulher/Hoje eu vou mudar/Por na balança a coragem/Me entregar no que acredito/Pra ser o que sou sem medo/Dançar e cantar por habito/E não ter cantos escuros/Pra guardar os meus segredosParar de dizer/"não tenho tempo pra vida"/Que grita dentro de mim.../Me libertar


( parte declamada) – recita isto em voz alta ou baixa para você mesmo/a e verá que transformação interessante você estará fazendo dentro de seu mundo existêncial.Pode cantar de se quizer, até memso desafinado.


Hoje eu vou mudar/Sair de dentro de mim/Não usar somente o coração/Parar de contar os fracassos/Soltar os laços/E prender as amarras da razão/Voar livre/Com todos os meus defeitos/Pra que eu possa libertar os meus direitos/E não cobrar dessa vida/Nem rumos e nem decisões/Hoje eu preciso e vou mudar/Dividir no tempo e Somar no vento/Todas as coisas que um dia sonhei conquistar/Porque sou mulher como qualquer uma/Com dúvidas e soluções/Com erros e acertos/Amores e desamores/Suave como a gaivota/E ferina como a leoa/Tranquila e pacificadora/Mas ao mesmo tempo/Irreverente e revolucionária/Feliz e infeliz/Realista e sonhadora/Submissa por condição/Mas independente por opinião/Porque sou mulher/Com todas as incoerências/Que fazem de nós.../O forte sexo fraco.

Eu tenho e acordo sempre lembraças deliciosas ao lembrar-me dos anos 70. Década para mim de “Luz’. Para outros históricamente falando de “Trevas’, ditadura, coturnos, sirenes, desaparecimentos, bombas a gases, torturas, jipes verdes e camburões pretos e brancos, cavalarias montadas, cães treinados para atacar, cacetes nas mãos, correrias, gritos e pa-pum “E lá estás um corpo estendido no chão...” – Mas o Grupo de Teatro Asdrubol Trouxe o Trombone, Marcel Marceau, Maurice Bejart, e meu Grupo de Teatro Pó fundado em 1970, me deram garra, visão e muita emoção também. O teatro foi um arco-iris para mim. Revisitei a nossa literatura e me comportei como um adolecenete criativo, rico nas idéias, fugaz, sexi, auto estima equilibrada... uma delícia de anos, dias e horas em minha vida naquela década de luz para mim.

Novamente trago a tona, no lado raso da minha máquina do tempo a figura de Vanusa. Mas tenho tantos outros ídolos daquela época. Não necessito cita-los ainda, mas foram um colírio para os meus olhos nos anos 60, 70 (ano luz) e no começo dos anos 80, quando tudo em nossas vidas, na minha vida mudou drasticamente com a chegada da AIDS e com a partida de nossos amigos, irmãos e ex-parceiros/as. – Querendo ou não houve uma grande revolução em nosso cotidiano. – Essa revolução em algumas pessoas só veio acontecer mais tarde, bem mais tarde, e outras nem tiveram tempo para revolucionar seu dia a dia na era da AIDS. – Tenho saudades de tantos amigos/as da praia ovacionando o por do sol, do bar da esquina com uma garrafa de cerveja, da escola católica cabtanto hinos religiosos sacros, da universidade católica e amigos pensantes, revolucionários, hippies, dos parques nos finais da noite, das festas com bebidas baratas e das camas onde mentiras e verdades foram poetisadas. Etá saudade boa de sentir! A saudade das camas ficará para um proxímo capítulo mais censurado para menores de 50 anos! Fui muito assanhado na vida! Fui não! Sou assanhado até hoje! Que Deus abençoe o “Viagra” e que aos meus 80 e 90 anos, tenhamos muitos outros Viagras, Ciales, Garrafadas e etc para levantar a moral e os maus
costumes e tudo mais.

Alguém, com um delicioso cinismo e com uma deselegância natural (típica dos dias atuais, dos modernosos momentos em que vivemos) me escreveu, respondendo a minha mensagem anterior. Essa pessoa, instigou-me e catucou-me com uma vara curta.
“Vagner!
Bonitinha essa sua mensagem que você me enviou encheu a minha caixa do meu e-mail. – Muito otimismo, muitas saudades bonitas nos seus escritos como você mesmo descreve. Mas intrigou-me saber que você perde tempo em escrever essas bobagens sobre você e pior que gosta de compartilhar comigo.(risos)
Tenho uma pergunta para você. Eu lhe conheço há muito tempo e vi toda a sua trajetória na vida, ou quase toda... Mas me intriga essa sua luta para não deixar a peteca cair, faz trabalhos sociais que parecem mais varadas na àgua, pois muitas pessoas nem estão ai para o que você faz. Quanta energia por nada Vagner.
O vi em dezembro de 2004 quase desequilibrando-se quando a sua mãe morreu... mês de Natal, final de ano...A minha moreu quase junto com a sua.
Como você consegue fazer esse malabarismo em sua vida?
Muito otimismo para alguém que está pendurando as chuteiras (risos) em breve, pois 50, não são mais 20 ou 20 e poucos antes dos 25 anos...”

Primeiro quero repetir uma frase que o meu avô “João Benício de Almeida” sempre me disse;

“Amigo é aquele que pode pensar em voz alta perdo de você com classe, estilo, moderação e sem ultrapassar os limites”


Concordo com o velho João completamente.
( a história do meu avô é muito interessante, mas não vou contar agora não. Ele foi marido da Cacilda Dorotéia - (retorno a repetir: Isto é nome?)

Retornando a pergunta do meu conhecido! - Na verdade deu-me vontade de responder essa pergunta coletivamente, pois creio que as coisas na vida não são em vão. Inclusive as pessoas que aproximam-se de nós para nos catucar com varas curtas.


Pois é! Otimismo! Não é a palavra que enraiza a minha vida na verdade. O que me move todos os dias é a “Disciplina e o Sonho”. É a coragem de observar os meus erros dos dias anteriores e tentar conserta-los no presente ou no futuro. Não é a disciplina de ser certinho e fazer as coisas da agenda, pois nesse quisito a nota é baixa muitas das vezes em minha vida. Mas de organizar o desnecessario com coisas que eu possa desfrutar de forma positiva... inclusive como estou fazendo agora depois de repensar sobre o que meu conhecido me falou. Creio que tudo que faço na vida, não seja varadas na àgua, pois acredito em mudanças. Às vezes elas levam anos, séculos para se tornarem reais. Creio nas mudanças positivas. Levam tempo, muito tempo e possivelmente não estarei aqui para ver muitas Bortboletas sairem dos casulos. Mas sempre vou acreditar nas Borboletas e nos casulos também.

Deparo-me todos os dias com barreiras, dragões, muralhas, tormentas, escuridões, veredas e tantos outros obstáculos que qualquer um de nós temos que nos deparar na nossa passagem por esse sistema de vida. Mas sigo e caminho cantando quando posso, chorando quando necessario e esbravejando quando necessário também... Os amigos que me conhecem também conhecem o meu lado apimentado. Ichi! Mas consigo ser uma rapadura também. Como diz a pessoa amada: “ Vavá é como açucar mascavo, doce, porém não refinado!” – Adoro essa descrição de minha pessoa, pois sou assim mesmo mascavado!

Vou me desbravando nestes anos todos sempre abrindo veredas. Não há picadas, becos, trilhas que eu não consiga nos dias de hoje percorre-las, às vezes com uma certa incerteza, receio e medo, mas sempre em frente.

Não sei o nome que as pessoas possam dar para essa atitude, mas eu sei o que eu posso fazer por mim. Eu sei o que devo fazer por mim, para que eu possa me fortalecer para poder fazer pelos outros.


Como disse, nada na vida é em vão. Nada! E estar aqui hoje a escrever essas linhas à 50 dias dos meus meio século e existência, também não é em vão. E tenho que ter muita coragem também, pois acabo me infectando, achando que sou um tolo em compartilhar isto com as pessoas que fazem parte da minha história de vida. Mas querendo ou não você fez e faz parte da história. É um personagem na minha cartilha em quadrinhos e não quero descartar a folha desse foletim.

Essa semana recebi alguns e-mails extremamente comoventes de amigos, pessoas que leram o que eu escrevi e queria compartilhar com vocês.

Compartilhar é uma palavra que está fugindo do vocabulário e da atitude do ser humano. Hoje temos é que competir e não compartilhar! Temos que derrubar o outro para sempre sairmos na frente. Triste e lamentável!

Sou um “Velho Cajueiros” (Ih Alcione desceu), e acredito que possa ainda prover sombras com as minhas parcas folhas secas para que um amigo possa desfrutar e repousar sobre elas.

Aos amigos abaixo, compartilho, com outros amigos as suas palavras tão ricas para o meu crescimento. Você/s não podem imaginar como isto fez uma imensa diferença no processo da minha construção diária.

Otimismo? Perseverança? Solidariedade? Alegria? Medosss? – Tenho de sobra para dar e compartilhar.

Faço a trajetória dos 49 para os 50 feliz da vida, pois os ingredientes para o bolo da felicidade está sendo adquirido no passar desses anos todos. Há alguns bolos que solam no meio dessa trajetória, mas outros são verdadeiros milagres na vida. E a vida além de ser um Cabaret, também são bolos que solam ou não! Ambos podem lhe alimentar a sua existência. Só basta saber saborea-los com sabedoria e disciplina.

Gente! Eu não fumei, pois não fumo (a verdinha), e nem cherei, pois não cheiro!(a branquinha). Só gosto mesmo é de acordar lembranças bonitas.

Saravá meu Pai! Oxalá! Alá! Jeová!...

Eu nasci assim! Vou morrer assim! Sempre Gabriela (Ih! Errei o texto)


Sempre Vavabrasil!

Vavá,

Um grande bom dia prá você! Só você consegue criar de um "simples" aniversário, digo "simples", porque para a maioria das pessoas isso passou a ser banalidade! E na verdade a cada dia renascemos, diante das "balas perdidas" aqui no Brasil. E você faz disso tudo uma grande poesia. O seu otimismo abrilhanta cada vez mais a sua vida! Meus parabéns meu amigo, parabéns adiantado pela pessoa que você é e consegue se manter feliz, lindo, poderoso, mesmo diante das adversidades da vida!
Você realmente não nasceu..você surgiu...apareceu...e começou o seu show!
Parabéns!!! te amo!!! Cris

Querido Vava

Que história interessante. Mas...você era gordinho mesmo !!! Você estará aqui para comemorarmos no dia do seu aniversário ou será aí em NY. Seja lá como for estarei aqui vibrando positivamente para você. Pense que as suas dores no corpo é resultado de uma vida feliz e produtiva, e não aquela ressaca de quem passou pela vida sem construir nada. Beijos e uma páscoa cheia de paz.
Miriam e Geraldino.

­­­­­­­­­­Vagner, acho que sua adapatação para a musica da Nora Ney está equivocada. Deveria ser assim: TODOS me amam, TODOS me querem, TODOS me chamam de meu amor. Para mim a vida não passa... Todos os abraços do mundo. José Carlos

Vavá, meu querido.
Seu entusiasmo é sempre contagiante, rapaz!
Que maravilha! Chega me deixou animado!
Por favor me inclua entre seus convidados!
Quero ser igualzinho a você quando eu crescer, heheheh
e olha que só faltam 15 pra eu chegar aos 50!
Saudades e parabéns, desde já!
Um cheiro,
Adriano

olá meu irmãoAchei muito interessante seu nascimentoe por um momento pensei:este vagner arruma cada história....kkkkkkSegundos depois comecei a refletircom seriedade e principalmente com ciência,ou seja, por que será que ele nasceu com três dias?Então olhando os vários prismas de uma resposta cientifica comecei a eliminar as possibilidades,para achar aquela que eu acho que seja uma das verdades. primeira opção:o vagner é um mentiroso;ele não nasceu de tres dias.esta opção foi descartada pois amigos não menteme vc é uma das pessoas mais verdadeiras que conheci; segunda opção: o vagner é louco,como pode alguem nascer de tres dias?esta opção tambem caiu por terra devido toda sua cultura e capacidade intelectual; e depois de muitas perguntas e respostasenfim Deus resolveu se manifestar e revelarmais um destes mistérios que só as pessoas que ele escolhe pode entender. enfim a verdade:uma estrela leva milhares de anos para se formar e refletir a sua luz por todo o cosmo.então pensei ele demorouvários anos para se formar por isso demorou tres dias para nascer.resolvi a charada! E DEUS do alto de sua sabedoria e bondade me disse:"muito boa a sua forma de pensar,porém esta errado." então perguntei : errado! como?se o senhor disse que uma estrela demora anos para se formar! então o Senhor disse: "o VAGNER não uma simples estrela, ele é uma estrela unica no universo por isso por onde passa faz com que a luz se revele nas trevas,que o amor brote no ódio,que a paz reine sobre a guerra." Então compreendi: vc não é uma estrela e sim um milagre em nossas vidastenha uma semana santa abençoadavc e todos aqueles que estão sob a sua luz.grande beijo!!!!!!!!!Prof serginho
Ual!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Precisamos comemorar mesmo!!!!!!!!
todos os dias do ano!
Afinal somos FENIX!

muitas saudades de vc!!!
Parabénsssssssssssssss! Parabénssssssssssssss!

Kissessssssssssssssss!
Take care!
Love

hahaha Adoro os seus e-mails...
Como vai vc minha borboleta?! Faz tempo que a gente nao se fala, tbem.... esta vida de NY nem sempre nos permite uma vida super sociavel.
Manda noticias. E aproveita muito o ultimo mes dos quarentinha, para entrar nos cinquentoes COM TUDO.... Energia e positivismo vc tem de sobra.
Bjs querido,
Carla Portella


Vagner querido você e Valentina nasceram quase no mesmo diapois ela nasceu no dia 27 de maio as 10.30 da noite e devo dizer que eu também sou resultado de um parto muito difícil quando estivernos juntos eu te conto toda a históriaque é bem longa você vai estar no Brasil?

Obrigada, Vagner. Imprimi para ler com calma, mais tarde. Depois comento, ok?
Um abraço da Noêmia Maestrini

Mona, a senhora estava pra lá de marakech quando escreveu esta mensagem, diga verdade!Tudo de bom, amigo Vagner, 10, quase 11 anos mais novo que a euzinha daqui.Beijos e muita felicidade.mott

Não é pouco tempo não!!!! Bom, se posso te ajudar a peregrinar durante esses trÊs días, é TEXTO DO CARALHO. QUE LINDO. ADOREI.
E A CELEBRACAO VAI SER ONDE MESMO? ADORARIA PODER ESTAR COM VOCE, MAS NAO POSSO PROMETER NESTE MOMENTO. QUEM SABE DURANTE SUA CONTAGEM REGRESSIVA.
BRAVO!
UM BEIJO E FELIZ PÁSCOA TOO.
RONALD E REGINATO


Você é demais! Comemore e bebemore mesmo, que voce merece. Beijao, Carmen


Gato! adorei! Como sempre, parando tudo bonita!
Não esqueça do meu convite, faço questão de ir a esta festa inesquessível.
OBS: Já falei e vou falar de novo "você fica cada vez melhor é praticamente um vinho".
Josias

Oi Vagner, Feliz Páscoa pra você também! E parabéns antecipados pelo seu aniversário, mas quero tomar uma cachaça com você na época pra comemorar (pode tomar vinho, o aniversário será seu!).
Beijo
Mônica

Detalhes como estes acima é que me dá a garra de contínuar a contruir um mundo melhor.

Só faltam agora 50 dias e quase 1200 horas.

De onde Vivi estiver ela estará me olhando e dizendo:

“Esse moleque é danado!
Passe aqui menino safado!
Já prá casa!
Vaguinho, Vaguinho quando chegar em casa vamos ter uma conversinha”


Vaguinho era como ela me chamava todos os dias d enossas vidas juntos!


Saudades bonitas daquele tempo.


Saudades bonitas que guardo na memória do passado, hoje no presente.

Beijos

Vavabrasil

Visitem os meu blogs e web (todos em construção como a vida)

www.vagnerdealmeida.com
http://vavabrasil.blogspot.com
http://vavabrasil2007.blogspot.com